A realidade restringe-nos a uma vida de obrigações, tarefas diárias de uma rotina incessante. A imaginação liberta-me, são pensamentos mudos. Dentro da minha cabeça eu vivo uma vida muito mais interessante. Tomo facilmente o papel de herói, meço forças com dragões, oiço o canto das sereias, percorro grandes distâncias, pego no meu sabre de luz e vejo outros mundos... sou jovem para sempre.
Sou um fã, mas terão os X-Files espaço neste mundo agora, cada vez mais, superlotado de super-heróis? A série, no seu tempo, surgiu como uma explosão, aproveitando a febre dos ETs. O jogo agora é outro, a competição é outra. Existe, sim, ainda interesse pelo tema, mas os gostos mudaram, o sci-fi foi substituído pela febre dos comics.
É uma otima era para se ser geek, tanto que até se tornou popular
ser geek. O positivo é que pessoas, os verdadeiros geeks, que reprimiam os seus
gostos já não o precisam fazer.
Porque é, então, tão bom ser geek neste momento? Já o tem
vindo a ser, desde ao algum tempo, pela responsabilidade do universo
cinematográfico da Marvel, mas agora, nós vamos ter a DC Comics à mistura e
Star Wars estará de volta ainda este ano. Existem três filmes que, depois de os
ver, se eu morresse, morreria feliz:
1)Star
Wars The Force Awakens
2)Batman V Superman Dawn of Justice
3)Suicide
Squad.
À medida que ficamos maduros tornam-mos mais críticos para
com o cinema, é difícil ver a magia - ou os filmes simplesmente já não são o
que eram. Deixem-me dizer-vos: eu já não ficava assim tão entusiasmado por estreias
à bastante tempo, e logo por três, cada um com a sua razão especial.
Star Wars é a minha franquia preferida, eu via os filmes (a
trilogia original) de seis em seis meses, eu tenho uma página de administro no
facebook chamada Fans of Star Wars. Mais que geek, eu sou um fanboy de Star
Wars. Com o elenco antigo, este vai mesmo tocar na nostalgia.
Batman V Superman, dois colossos dos comics no mesmo filme.
Nunca, nem mesmo depois do que conseguiram nos Avengers da Marvel, eu
pensava
que fosse possível fazer um filme sobre os dois; é incrível. Eu sou um grande
fã de Batman e estou ansioso por este filme.
Suicide Squad, duas razões: novo Joker, e finalmente, Harley
Quinn. Ainda fico arrepiado de ver o trailer, que, com tão pouco tempo de
filmagem, conseguiram fazer.
Jurassic World oferece entretenimento, se bom
entretenimento: é ao gosto de cada um.
O filme é uma clara representação do que a indústria
cinematográfica se tornou, descrentes no produto que têm, adicionam volume para
tornar tudo mais vistoso. Para quê fazer uso de um bom enredo quando se pode
fazer uso de efeitos especiais gerados a computador? A indústria
cinematográfica põe de parte a base fundamental de todo bom filme: um bom
enredo, personagens que criam empatia, momentos memoráveis.
Jurassic Park (o original) tornou-se uma lenda com o uso do
suspense e fascínio. O Jurassic World é, na sua maior parte, compactado de ação
com grande desconsideração por qualquer outro elemento.
No filme, os responsáveis pelo parque, descrentes na
admiração das pessoas por dinossauros (que nunca é explorada), criam uma
espécie nova; um monstro. E é aí que o filme toma contornos completamente
diferentes dos seus predecessores.
Pequenos Spoilers:
Buracos no enredo: a inteligência do novo “dinossauro” só
porque servia melhor a fluidez do filme. As crianças terem experiência mecânica
quando mais convinha. Um diálogo sobre um possível divorcio, só para encher
tempo e que em nada serviu para a historia principal. O problema de Jurassic
World não é ausência de enredo, é um enredo convoluto, diz muito quando não
precisa e nada diz quando devia.
Curiosidades: Uma mulher a correr em saltos altos durante o
filme todo (pois). Uma equipa atrás de um predador de 12m com varinhas de
choque e uma rede para o abocanhar (totalmente credível). Um dinossauro sabe o
que é um implante de localização.