domingo, 12 de julho de 2015

Jurassic World: o que representa perante Jurassic Park? - Sentido Critico

Jurassic World oferece entretenimento, se bom entretenimento: é ao gosto de cada um.
O filme é uma clara representação do que a indústria cinematográfica se tornou, descrentes no produto que têm, adicionam volume para tornar tudo mais vistoso. Para quê fazer uso de um bom enredo quando se pode fazer uso de efeitos especiais gerados a computador? A indústria cinematográfica põe de parte a base fundamental de todo bom filme: um bom enredo, personagens que criam empatia, momentos memoráveis.
Jurassic Park (o original) tornou-se uma lenda com o uso do suspense e fascínio. O Jurassic World é, na sua maior parte, compactado de ação com grande desconsideração por qualquer outro elemento.
No filme, os responsáveis pelo parque, descrentes na admiração das pessoas por dinossauros (que nunca é explorada), criam uma espécie nova; um monstro. E é aí que o filme toma contornos completamente diferentes dos seus predecessores.
Pequenos Spoilers:
Buracos no enredo: a inteligência do novo “dinossauro” só porque servia melhor a fluidez do filme. As crianças terem experiência mecânica quando mais convinha. Um diálogo sobre um possível divorcio, só para encher tempo e que em nada serviu para a historia principal. O problema de Jurassic World não é ausência de enredo, é um enredo convoluto, diz muito quando não precisa e nada diz quando devia.
Curiosidades: Uma mulher a correr em saltos altos durante o filme todo (pois). Uma equipa atrás de um predador de 12m com varinhas de choque e uma rede para o abocanhar (totalmente credível). Um dinossauro sabe o que é um implante de localização.
PS: Um final tipo Godzila (let them fight)

NOTA: 5/10


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Justiça Cega; um livro bem estruturado, que deve ter exigido muito planeamento.

Justiça Cega é um livro sobre o rapto de uma criança de treze anos e da sua investigação.
conhecendo, à partida, alguns textos do Hugo Pena, estava preparado para, nesta crítica, me debruçar sobre a importância do terceiro acto, de como toda a obra iria depender dele, mas encontrei um livro bem estruturado do princípio ao fim; existem sim, alguns momentos no meio que nos perguntamos o que fazem ali, mas que depois, com maior ou menor alcance, fazem sentido.
O Autor garantiu, no livro, uma grande tensão, ao saltar entre personagens e locais mantém-se o leitor sempre ávido pelo que vem a seguir. Ao Hugo, tenho de agradecer o facto de podermos estar presentes durante a violência e crimes mais vis, com o conforto da cortina fina que nos separa da ficção.
Agora para fazer o meu amigo suar um pouco: Se uma crítica houvesse a apontar, então escolho a do agente Neves quando descortina a verdade sobre uma certa personagem feminina. O que é uma coincidência óbvia para o leitor, devia ser uma coincidência rebuscada para o agente Neves que (contudo) parece partilhar do mesmo ponto de vista privilegiado do leitor. Chega a uma conclusão demasiado fácil com dados demasiado leves.
Aos capítulos, pequenos e de fácil leitura, senti falta de um título que me permitisse vislumbrar o que vinha a seguir, um gosto pessoal, nada mais.
Ao assédio nas redes sociais, perguntava às meninas porque não bloquearam o individuo, não o removeriam da sua vida, mas conseguiam alguma paz online. Fica o alerta, removam pessoas nefastas do vosso círculo de amigos online e, se preciso, bloqueiem-nas.
Aos Agentes Martins e Neves pedia para apurarem, com maior afinco, se o suspeito tinha alguma propriedade, semelhante à usada para o crime hediondo, no seu nome ou de algum familiar, escrito de arrendamento, etc.
Em conclusão: Justiça Cega é um livro bem conseguido, do qual, tenho orgulho de possuir um exemplar com dedicatória. Com esta mesma criatividade e as novas técnicas de escrita, que sei que o Hugo adquiriu, tenho a certeza que o próximo livro será ainda melhor.  

Booktrailer

terça-feira, 21 de abril de 2015

Semana Geek - Trailers

Uma semana de loucos que fez arrepiar a comunidade geek  por todo o mundo. Estou a falar, claro, dos trailers que foi-nos atirado estes dias.

Star Wars The Force Awakens jogou com a nostalgia - e resultou perfeitamente -, demarcou-se nesta semana frenética. É ainda uma marca que joga num nível completamente diferente das outras, faz a junção perfeita de fantasia com ficção científica. O Teaser trailer #2 foi estupendo, repleto de ação, diálogo bem conseguido (por uma voz familiar) e um acenar aos fãs, no final, com a fala de Han Solo: “Chewie Were home.” O trailer foi tudo o que desejei – e mais.


Na ressaca de Star Wars – a bomba: “Batman V Superman Dawn of Justice” foi lançado na internet mais cedo do que o esperado. Segundo dizem (depois de uma fuga do teaser) viram-se forçados a fazer o lançamento antecipado. Acho que foi um teaser muito bom, deixa-nos um gostinho do porquê de Batman, e de uma parte do mundo, não estar do lado de Superman. Todo o meu receio do papel de Ben Afleck neste filme dissipou-se. O meu único senão foi, lá está, ser lançado na ressaca de Star Wars – sob uma grande sombra.


Outros lançamentos – bónus – dignos de serem mencionados aos fãs de ficção científica, super-heróis e

terça-feira, 10 de março de 2015

Joker Voltou - Cameron Monaghan

O riso de Mark Hamil, os maneirismos combinados de Heath Ledger e Jack Nicholson, e ainda, um toque pessoal. Cameron Monaghan captou na perfeição a essência do Joker: modelações de humor, uma gargalhada descontrolada e um diálogo tanto poético como perturbador.
As palmas das mãos sobre a mesa fizeram lembrar Heath Ledger quando interrogado na delegacia em “ The Dark Night”. O uso nada subtil das sobrancelhas espelhou-nos a atuação de Jack Nickolson em “Batman”, e o riso, imagem de marca, do consagrado Mark Hamill em “Batman the animated series”.
Quando crianças, é-nos ensinado que liberdade não é fazer aquilo que queremos. Mas todos sabemos que essa não é a independência total. The Joker é a pique da liberdade, quebra todas as correntes pré-concebidas. Condeno os seus atos claro, mas a liberdade absoluta é, na sua mais pura forma, a ausência de regras.  


Clip de Gotham episodio 16

Reações ao clip:

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

10 razões para a trilogia “The hobbit” não ser boa

Primeiro que tudo, esta é a minha visão pessoal sobre os filmes. Se por acaso, não concordar comigo ou tenha gostado da trilogia não há problema, eu também tinha adorado sentir o mesmo, fui um dos que salivou na expectativa de voltar à Terra Média. O facto de, não haver sempre ideias concordantes torna certos temas extremamente interessantes de discutir. Sou fã de Tolkien e da trilogia cinematográfica do Senhor dos Aneis, acredito que esse tenha sido a base para o meu reprovar desta trilogia. Algumas pessoas argumentam que se não houvesse o Senhor dos Anéis, eu e outras pessoas, não acharíamos o Hobbit mau, felizmente  vivemos num mundo onde existe, de facto, o Senhor dos Anéis, e a comparação é inevitável, visto fazerem parte do mesmo mundo. Sendo assim, vamos a isso:


Razão numero 1 – Ambas trilogias, Senhor dos Anéis e Hobbit, fazem parte do mesmo mundo e têm o mesmo realizador no entanto, esteticamente, não parecem nada uma a outra. Uma aprimora o realismo sujo, ferrugento e lamacento, ou outro põe uma lente limpa por cima de tudo, não existe coerência. 




Razão numero 2 – O hobbit é uma trilogia feita a partir de um livro de duzentas e poucas páginas, mais pequeno que qualquer um dos livros do Senhor dos Anéis (onde tivemos um filme para cada livro), tornou a historia diluída em alguns aspectos e noutros foram acrescentadas bastantes coisas que nem estavam no livro, que não adicionaram nada de melhor. 




Razão numero 3 – Acção que peca pelo irrealismo exagerado, onde Legolas encabeça essa fórmula,  existe uma certa extensão de corda que atribuo como verossímil até num filme de fantasia. Raramente é sentido que os heróis estejam em algum perigo verdadeiro, não é criada empatia.




Razão numero 4 – Orcs em CGI (Imagens criadas a computador). Os Orcs de Senhor dos anéis eram bem mais realistas que estas versões “atualizadas”. 




Razão 5 – Smaug foi, de facto, uma das coisas boas que emergiu da trilogia, um ótimo vilão. No entanto, esticar a sua longevidade para o terceiro filme diminuiu a personagem importante . Tinha sido bem melhor terminar o seu acto no segundo filme. Aliás, na Desolação de Smaug  já havia sido deixado bem claro como o dragão ia morrer, roubou o segundo filme do seu climax.