A realidade restringe-nos a uma vida de obrigações, tarefas diárias de uma rotina incessante. A imaginação liberta-me, são pensamentos mudos. Dentro da minha cabeça eu vivo uma vida muito mais interessante. Tomo facilmente o papel de herói, meço forças com dragões, oiço o canto das sereias, percorro grandes distâncias, pego no meu sabre de luz e vejo outros mundos... sou jovem para sempre.
Para muita satisfação minha, vamos ter outra adaptação de um
comic para filme de animação.
Lá se vai mais de uma hora em que vou combater o crime em
Gotham com o meu super-herói preferido. Batman está de volta e desta vez surpreende-nos
com esta pergunta: E se descobrisse que tinha um filho já pré-adolescente?
Ensinado com valores bem diferentes dos seus, Damian é
apresentado como a ultimo dos Wayne´s. Treinado pela liga de assassinos o rapaz
é bastante capaz em combate, mas falta-lhe a disciplina de seu pai.
Os planos dos malfeitores não param. Poderá esta bomba
pessoal desequilibrar a concentração do cavaleiro das trevas?
Rendam-se à genialidade do mestre J.R.R. Tolkien. A sua imaginação ultrapassa por quilómetros a do homem comum.
Leitura obrigatória para quem gosta de Senhor dos Aneis, livro ou filme.
A quantidade de detalhe é impressionante num mundo esticado por milénios.
Vão atrás até ao primeiro senhor do mal, Melkor. Aprendam como Sauron foi primeiro um servo antes de reger sobre todo o mal. Acompanhem os elfos na busca incessante pelas silmarils.Vejam o nascimento do Homem.
Silmarillion é a bíblia para a fantasia.
Abaixo deixo um video com o resume do livro (cuidado com spoilers):
O Hobbit a desolação de Smaug tem um visual que se encosta
mais a Harry Potter do que propriamente ao Senhor dos Anéis. É um mundo algo
pitoresco que foge ao que conhecemos da Terra Média.
O realismo foi deixado para segundo plano e abraçou-se por
completo a fantasia. Os Anões parecem cartoons, os orcs com o seu “upgrade” por
computador, ficaram menos ameaçadores. O mundo substitui a grande escala de
filmagens no local por cenários claramente filmados em estúdios.
A história é bastante rudimentar e nunca sentimos que
nenhuma personagem está em real perigo. A ação é absolutamente maravilhosa de
ver, tão coreografada e maravilhosa que nos tira do filme como distrações.
No primeiro filme as Águias salvam tão graciosamente os heróis
para depois os deixar a alguns quilómetros da Montanha Solitária. Algo estapafúrdico,
uma viagem de meia hora de voo tornou-se no segundo filme inteiro, onde os heróis
se viram forçados a passar provações possivelmente mortais sem necessidade
nenhuma.
Com tudo isto, pode parecer que não gostei do filme,
mas a verdade é que gostei, o único problema é estar associado a um dos maiores
feitos cinematográficos que já existiu, que é a trilogia do Senhor dos Anéis. É
logico pensar que devia haver uma evolução com mais de uma década a separar os
filmes, mas não. Não se vê melhorias significativas, existe sim uma certa
degradação do mundo.