sexta-feira, 29 de maio de 2015

Justiça Cega; um livro bem estruturado, que deve ter exigido muito planeamento.

Justiça Cega é um livro sobre o rapto de uma criança de treze anos e da sua investigação.
conhecendo, à partida, alguns textos do Hugo Pena, estava preparado para, nesta crítica, me debruçar sobre a importância do terceiro acto, de como toda a obra iria depender dele, mas encontrei um livro bem estruturado do princípio ao fim; existem sim, alguns momentos no meio que nos perguntamos o que fazem ali, mas que depois, com maior ou menor alcance, fazem sentido.
O Autor garantiu, no livro, uma grande tensão, ao saltar entre personagens e locais mantém-se o leitor sempre ávido pelo que vem a seguir. Ao Hugo, tenho de agradecer o facto de podermos estar presentes durante a violência e crimes mais vis, com o conforto da cortina fina que nos separa da ficção.
Agora para fazer o meu amigo suar um pouco: Se uma crítica houvesse a apontar, então escolho a do agente Neves quando descortina a verdade sobre uma certa personagem feminina. O que é uma coincidência óbvia para o leitor, devia ser uma coincidência rebuscada para o agente Neves que (contudo) parece partilhar do mesmo ponto de vista privilegiado do leitor. Chega a uma conclusão demasiado fácil com dados demasiado leves.
Aos capítulos, pequenos e de fácil leitura, senti falta de um título que me permitisse vislumbrar o que vinha a seguir, um gosto pessoal, nada mais.
Ao assédio nas redes sociais, perguntava às meninas porque não bloquearam o individuo, não o removeriam da sua vida, mas conseguiam alguma paz online. Fica o alerta, removam pessoas nefastas do vosso círculo de amigos online e, se preciso, bloqueiem-nas.
Aos Agentes Martins e Neves pedia para apurarem, com maior afinco, se o suspeito tinha alguma propriedade, semelhante à usada para o crime hediondo, no seu nome ou de algum familiar, escrito de arrendamento, etc.
Em conclusão: Justiça Cega é um livro bem conseguido, do qual, tenho orgulho de possuir um exemplar com dedicatória. Com esta mesma criatividade e as novas técnicas de escrita, que sei que o Hugo adquiriu, tenho a certeza que o próximo livro será ainda melhor.  

Booktrailer

terça-feira, 21 de abril de 2015

Semana Geek - Trailers

Uma semana de loucos que fez arrepiar a comunidade geek  por todo o mundo. Estou a falar, claro, dos trailers que foi-nos atirado estes dias.

Star Wars The Force Awakens jogou com a nostalgia - e resultou perfeitamente -, demarcou-se nesta semana frenética. É ainda uma marca que joga num nível completamente diferente das outras, faz a junção perfeita de fantasia com ficção científica. O Teaser trailer #2 foi estupendo, repleto de ação, diálogo bem conseguido (por uma voz familiar) e um acenar aos fãs, no final, com a fala de Han Solo: “Chewie Were home.” O trailer foi tudo o que desejei – e mais.


Na ressaca de Star Wars – a bomba: “Batman V Superman Dawn of Justice” foi lançado na internet mais cedo do que o esperado. Segundo dizem (depois de uma fuga do teaser) viram-se forçados a fazer o lançamento antecipado. Acho que foi um teaser muito bom, deixa-nos um gostinho do porquê de Batman, e de uma parte do mundo, não estar do lado de Superman. Todo o meu receio do papel de Ben Afleck neste filme dissipou-se. O meu único senão foi, lá está, ser lançado na ressaca de Star Wars – sob uma grande sombra.


Outros lançamentos – bónus – dignos de serem mencionados aos fãs de ficção científica, super-heróis e

terça-feira, 10 de março de 2015

Joker Voltou - Cameron Monaghan

O riso de Mark Hamil, os maneirismos combinados de Heath Ledger e Jack Nicholson, e ainda, um toque pessoal. Cameron Monaghan captou na perfeição a essência do Joker: modelações de humor, uma gargalhada descontrolada e um diálogo tanto poético como perturbador.
As palmas das mãos sobre a mesa fizeram lembrar Heath Ledger quando interrogado na delegacia em “ The Dark Night”. O uso nada subtil das sobrancelhas espelhou-nos a atuação de Jack Nickolson em “Batman”, e o riso, imagem de marca, do consagrado Mark Hamill em “Batman the animated series”.
Quando crianças, é-nos ensinado que liberdade não é fazer aquilo que queremos. Mas todos sabemos que essa não é a independência total. The Joker é a pique da liberdade, quebra todas as correntes pré-concebidas. Condeno os seus atos claro, mas a liberdade absoluta é, na sua mais pura forma, a ausência de regras.  


Clip de Gotham episodio 16

Reações ao clip:

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

10 razões para a trilogia “The hobbit” não ser boa

Primeiro que tudo, esta é a minha visão pessoal sobre os filmes. Se por acaso, não concordar comigo ou tenha gostado da trilogia não há problema, eu também tinha adorado sentir o mesmo, fui um dos que salivou na expectativa de voltar à Terra Média. O facto de, não haver sempre ideias concordantes torna certos temas extremamente interessantes de discutir. Sou fã de Tolkien e da trilogia cinematográfica do Senhor dos Aneis, acredito que esse tenha sido a base para o meu reprovar desta trilogia. Algumas pessoas argumentam que se não houvesse o Senhor dos Anéis, eu e outras pessoas, não acharíamos o Hobbit mau, felizmente  vivemos num mundo onde existe, de facto, o Senhor dos Anéis, e a comparação é inevitável, visto fazerem parte do mesmo mundo. Sendo assim, vamos a isso:


Razão numero 1 – Ambas trilogias, Senhor dos Anéis e Hobbit, fazem parte do mesmo mundo e têm o mesmo realizador no entanto, esteticamente, não parecem nada uma a outra. Uma aprimora o realismo sujo, ferrugento e lamacento, ou outro põe uma lente limpa por cima de tudo, não existe coerência. 




Razão numero 2 – O hobbit é uma trilogia feita a partir de um livro de duzentas e poucas páginas, mais pequeno que qualquer um dos livros do Senhor dos Anéis (onde tivemos um filme para cada livro), tornou a historia diluída em alguns aspectos e noutros foram acrescentadas bastantes coisas que nem estavam no livro, que não adicionaram nada de melhor. 




Razão numero 3 – Acção que peca pelo irrealismo exagerado, onde Legolas encabeça essa fórmula,  existe uma certa extensão de corda que atribuo como verossímil até num filme de fantasia. Raramente é sentido que os heróis estejam em algum perigo verdadeiro, não é criada empatia.




Razão numero 4 – Orcs em CGI (Imagens criadas a computador). Os Orcs de Senhor dos anéis eram bem mais realistas que estas versões “atualizadas”. 




Razão 5 – Smaug foi, de facto, uma das coisas boas que emergiu da trilogia, um ótimo vilão. No entanto, esticar a sua longevidade para o terceiro filme diminuiu a personagem importante . Tinha sido bem melhor terminar o seu acto no segundo filme. Aliás, na Desolação de Smaug  já havia sido deixado bem claro como o dragão ia morrer, roubou o segundo filme do seu climax.




terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Um Quarteto sem o Fantástico

Estretou o trailer do Quarteto Fantástico. 
Logo à partida pergunto se Jonhy Storm e Sue Storm têm pais diferentes? Sim porque, se são irmãos deve ter havido ali algum enredo de novela. Pegar num personagem caucasiano de uma das equipas mais populares da BD e mudar-lhe de cor, é no mínimo... arrojado.
A Sonny fez asneira com o Amazing Spider-man 2 e agora a FOX está a tomar riscos desnecessários. O emblema da Marvel estampado no inicio mostra desespero, os direitos do Quarteto Fantástico já não lhes pertencem e a FOX parece estar só a tentar conseguir andar na onda lucrativa do universo cinematográfico da Marvel.

O trailer não desprende da âncora de mediocridade, que, o rumor de Dr Doom ser um blogger o prendeu.