terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Fragilidade no Amor

- Aqui, segura isto. Cuidado! É raro e frágil.
- O que é?
- A minha felicidade.
- Porque me estás a dar?
- Porque me ajudaste a construí-la.



domingo, 29 de dezembro de 2013

Mundos Perdidos por Jonn Howe

John Howe, para aqueles que não o conhecem é uma das metades a par com Alan Lee dos ilustradores dos aclamados livros de Tolkien, Senhor dos Anéis, etc.
As suas ilustrações são aceites pelos fãs como as verdadeiras janelas por onde se pode contemplar a Terra Média. É um artista que mistura tão bem a fantasia como o realismo.
Com Balrogs e Dragões já na carteira, Howe dá agora vida a mundos como Atlântida, Troia, Camelot, entre outros.
Em Mundos Perdidos, temos ainda o feliz bónus de ter uma introdução por sir Ian Mckellen (Gandalf nas trilogias cinematográficas Senhor dos Anéis e Hobbit) e tal como ele explica, o livro permite-nos sobrevoar estas terras como se existissem.
Eu pessoalmente adoro este tipo de arte porque mergulho nelas e nem que por segundos me faz esquecer tudo, eu perco-me. 


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Edge of Tomorrow

E se vos fosse dada a oportunidade de serem mais do que são… melhores. Aceitariam?
Uma oportunidade de se aperfeiçoarem até serem o melhor que pudessem ser.
E se, se vissem presos no mesmo dia, naquilo que só pode ser um distúrbio temporal, num dia fundamental para a humanidade, erguer-se-iam heróis ou desesperariam?
Vamos encontrar a resposta em Edge of Tomorrow.



quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

The Nightmare Before Christmas

Uma mistura que resultou.

Alguns mundos são mais ricos que os outros. Os saídos da imaginação de Tim Burton, são certamente extraordinários e cheios de maravilha.
E se com um simples abrir de porta pudéssemos entrar num desses mundos?
Combinem Holloween com o Natal e temos The Nightmare Before Christmas, uma mistura que resultou num dos cantinhos da fantasia mais estimados por muitos.
Distorcido, repugnante, soturno... mágico, encantador, radioso, obrigatório visitar.





segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

domingo, 22 de dezembro de 2013

O que é a Fantasia afinal?

É o escape à realidade, o desabrochar da imaginação revelado por vezes em criatividade.

É ver para além do que existe, capacidade que acompanha a humanidade desde sempre. Não se pode no entanto explicar a fantasia como sendo só o oposto da realidade, porque isso é o irreal. Sendo algo que faz parte de nós desde o princípio, deve desse modo… existir.
A fantasia luta contra a austeridade que é a vida. Leva-nos para além dos limites do nosso corpo, permite-nos sonhar acordados mesmo depois de adultos. Às vezes é olhar o futuro através das estrelas, outras o passado até aos dinossauros, e para além disso. A fantasia pode não nos tornar jovens uma segunda vez, mas permite-nos ser imaturos até ao fim. Aquilo que nos trás felicidade é muitas vezes infantil, porquê nos negar isso?

sábado, 21 de dezembro de 2013

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

How To Train Your Dragon 2

Vikings e Dragões, como não gostar?
Pensam que sabem tudo sobre os nossos amigos alados? Pensem outra vez. Há um capítulo inteiro ainda por desvendar e enquanto isso, uma ameaça surge para quebrar a simbiose conseguida à cinco anos. Existe muito poder em domar um dragão e já há quem o queira só para si.  O nosso modo de vida está ameaçado.
Por isso preparem-se para voar alto e mergulhar rápido… pode ser a nossa última vez.









quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Realidade VS Fantasia

Deixa-te guiar pela fantasia.
Não importa o quão pequenos sejamos deste lado, podemos sempre ser enormes do outro lado.















quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Dawn of the Planet of the Apes

A humanidade está à beira da rutura. Já não somos a única espécie dominante do planeta e nós não partilhamos poder. A doença veio primeiro, a guerra virá a seguir.

Pelo nosso Planeta!










terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Dragão e Coragem

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
"Muitos que vivem merecem morrer. Alguns que morrem merecem viver. Você pode lhes dar a vida? Então não seja tão ávido para julgar e condenar alguém a morte, pois mesmo os mais sábios não podem ver os dois lados." (Gandalf, Senhor dos Anéis)

- Olhei por cima do ombro e soube-o logo. Não íamos conseguir. Empurrei meu pai e fui para o lado oposto, gritei o mais alto que pude, “corre”, sabendo muito bem o resultado daquela ação. Só um teria oportunidade de escapar.
O vento do bater de suas asas derrubou-me até sentir o sabor da areia. Virei-me, certo de encontrar um fim horroroso, mas o que vi vai assombrar-me os sonhos para o resto de minha vida. – O resto do hidromel desaparece com um só trago e a caneca aterra violentamente sobre a mesa.
Estamos na taverna Telhado Torto, da posse de Imahir. Ali as noites são longas e fervorosas. Onde o mais baixo dos homens pode esquecer quem é e ter mais divertimento que um rei. No espeto havia sempre carne e a bom preço, duas raridades sob quaisquer padrões de classe social. Todos sabiam de onde vinha aquela carne, mas a maioria não se importava, podiam encher a barriga como qualquer senhor e a cidade tolerava Imahir por manter as ruas limpas dos ratos.
Sim, era um local de convívio frequentado por muitos, um bom refúgio para o inverno com o crepitar de madeira.
O bardo local conhecido apenas como Lundin, que na língua ancestral significava pássaro cantante, era frequentador assíduo do Telhado Torto. Fazia da mente de cada um telas onde pintava retratos com as canções de bravura de outrora, mas hoje mantinha-se em silêncio e dava lugar ao relato extraordinário de um forasteiro de nome Gaff, que vivia na outra margem do rio Plurul. Ele falava de um dragão que assolava aqueles lados e que dizimou a sua aldeia pesqueira.
Muitos envolviam Gaff tanto maravilhados como inquietados, outros respondiam só à reunião de corpos, dividindo a sua atenção com as meretrizes que enganavam bem os olhos depois de algumas bebidas, suas experiencias para conseguirem facilmente o resto.
- Eu só espero que tenha sido rápido. – Continuou Gaff. – Eu escondi-me por detrás das rochas pretas na margem, enquanto ouvia… o quebrar do que só podiam ser os ossos do… - Levou a mão á face como se conseguisse apagar o que presenciou.
O silêncio no Telhado Torto era incomum e mesmo numa noite destas havia sempre algum ruido de fundo. Quatro soldados, riam numa mesa das traseiras e a palavra cobarde voou através da sala. Alguns começaram a dispersar, enquanto outros permaneceram para assistir o desenrolar.
Numa taberna para as classes inferiores, tem de se criar uma certa escama contra insultos e outras ofensas, senão haveria brigas todos os dias. Por outro lado Gaff não aguentava desaforo de ninguém, ou pelo menos vociferara sempre no passado. O seu era um temperamento quente, mas nessa noite não encontrou nada em si para puxar a faca da cintura. Não era a opinião dos outros, mas a sua que o destroçava.
Os soldados atravessavam aquele punhado de gente com Simo, à frente, evitando as vigas de madeira baixas.
- Eu sou Simo, filho do Simian um dos cinquenta que fez parte da comitiva que à dez anos matou o ultimo dragão deste lado do rio. Enoja-me o facto de partilhar a mesma divisão com um cobarde. – Agarrou o pomo da espada com firmeza.  
Um idoso segura-lhe o braço e pede-lhe calma, afinal tratava-se de um dragão e ninguém ali para além do soldado, tinha pensado tal coisa.
Os dragões dominam os céus e lembram os homens muitas vezes do seu lugar na terra. Alguns acreditam que os dragões são animais como outros quaisquer. Predadores que caçam indiscriminadamente e nós só estamos abaixo da cadeia alimentar. Outros acreditam que existe inteligência e malicia por detrás dos seus atos. O nosso amigo bardo podiam entoar as canções dos muitos imortalizados como Grimul o Horrendo ou Selta a Gananciosa protetora de tesouros. Canções que davam razão a essa maneira de pensar. Para outros tantos os dragões são até criaturas para idolatrar tanto quanto temer. Seja como for, um dragão nunca é uma criatura a ignorar, não existem seres mais poderosos, só ultrapassados em fascínio pela elusiva fénix e embora superados em tamanho pelas serpentes marinhas dos mares nórdicos, diz-se que bem para leste alguns dragões até dominavam a água invés do fogo. Os dragões são sem dúvida os reis de todos os seres.
- Todos sabem que dragões só são mortos à traição, enquanto dormem. – Lembrou Imahir por detrás do balcão.
- Desonras a memória de meu pai?! – Simon vê o seu precipitado desembainhar de espada travado por seus colegas.
Não foi intenção de Imahir maldizer o bom nome de Simian, mas o filho… prepotente, arrogante, vil… mal-amado naquelas paragens. Imahir tinha desgosto de Simo nunca ter chateado o homem errado na estalagem que o calasse de vez. Além de tudo não disse mentira nenhuma, seria loucura ir contra uma criatura tão imponente de igual para igual. Segundo diz a lenda o único que conseguiu enfrentar e matar um dragão acordado foi Fanhir Espada Longa, mas ninguém sabe bem como.
- Uns destes dias Imahir filho de Imuhul… - Suas palavras afogam-se.
Um guincho estridente gela depressa os ânimos no Telhado Torto. Olhares prospetivos só encontram caras sem respostas.
- Aqui está a oportunidade de Simo, soldado sob o brasão da águia de mostrar o seu valor. – Quebrou o silêncio Gaff, que se viu novamente o centro das atenções. – Um rio não é barreira para um dragão.
Outro guincho e desta vez acompanhado também por gritos do exterior. O caos instalou-se na estalagem e todos se apressaram para a saída.
Fogo e morte é tudo o que os esperava. O calor das labaredas acolheu-os e uma enorme sombra ondulava pelos telhados e ruas. Muita gente a correr, enquanto alguns presos aos já mortos no chão. A noite fez-se dia com um vermelho de fogo e sangue. Olhos no céu e parecia impossível não ver tamanha criatura, mas a destruição em redor era bem visível, ruína.
Soldados… é difícil correr para o perigo enquanto todas as fibras do nosso corpo nos empurram na direção oposta. Diante do que pareceu o fracasso irremediável, deram a retirada prematura só para ver o fogo servir-lhes de cobertor. Entre as vítimas, Simo.
Levou mais tempo, mas a cidade caiu tal como a aldeia do outro lado de Plurul.
Gaff mais uma vez escapou, fugiu o mais depressa que suas pernas o permitiram, desta vez mergulhando na floresta invés das águas. Tinha sobrevivido.
Coragem é um interesse curioso. Muitos falam nela e acreditam a reconhecer quando surge, mas será que o sabem mesmo? Ao contrário de covardia, o medo é uma coisa útil, já a idiotice muitas vezes é confundida com coragem. Coragem debaixo de fogo é coragem feita de ocasião. Não julguem os atos de uns sem saber a sua total extensão.
Os trilhos da floresta eram cheios por dúzias de pessoas fugindo como podiam, já Gaff levava uma criança orfã nos braços. Foi o medo de Gaff à três semanas que regeu sobre o fado desta criança perdida agora. 

domingo, 15 de dezembro de 2013

Joker Comic

Um super-herói só é tão bom quanto o vilão que tem de lutar. A popularidade de Batman deve-se muito a Joker.

Assim que li algumas páginas só pensava como o queria ler outra vez. É assim tão bom.
Neste comic, Joker é o protagonista e Batman relegado para um segundo plano.
Passeamos no mundo do crime com o palhaço a nos servir de guia e no entanto, ficamos a perceber cada vez menos os motivos por detrás dos seus actos. 
As cicatrizes, o look... inspiraram o Joker de Heath Ledger em The Dark Night.
Ele é um dos melhores vilões de todos os tempos e o maior antagonista de Batman. É um agente do caos, mas é apelativo, as pessoas identificam-se com Joker por este ser totalmente livre das algemas impostas pela sociedade. Sê tu mesmo, levado ao extremo. Não deixa de ser um pouco perturbador, identificarmo-nos com um psicopata demente assassino e até violador neste comic.



sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Pompeii

Congelados no tempo

Ás vezes só precisamos olhar o passado para entrar num mundo fantasioso. 

Pompeia oferece-nos um vislumbro do império romano e de eventos que aconteceram na realidade, como a erupção do vulcão Vesuvio. Este é um episódio histórico algo romântico, pois a herança de tão nobre cidade está nos corpos petrificados dos seus moradores, preservados até hoje no que foram as posições que adotaram nos seus últimos momentos de vida. 



quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Godzilla

A fantasia vai nos ser forçada sob a forma do mais popular monstro de todos os tempos.
Uma cidade é destruída, o mundo está em perigo, coragem é precisa. Esta é uma vez em que não podemos deixar a fantasia ganhar à realidade. Vamos enfrentar uma das mais poderosas criaturas que já saiu do imaginário.








terça-feira, 10 de dezembro de 2013

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

The Amazing Spider Man 2

Medo de alturas? É bom o perderem depressa porque não tarda vamos balançar entre os mais altos arranha-céus de Nova Iorque.
O magnífico homem aranha está de volta e ao que parece existem vilões a cada virar de esquina, três em princípio, Rhino, Electro e Green Goblin. Sozinhos são suficientes para medir forças com qualquer super-herói, mas os três juntos, ui… o nosso vizinho amigável vai ter de ser bastante inventivo para triunfar.
Deve ser universal o desejo secreto de se querer ser um super-herói. Com estes portais para a fantasia podemos o ser por momentos.


sábado, 7 de dezembro de 2013

Moria

Um dos reinos da Terra Média. Conhecida também por Khazad Dûm (caverna dos anões).
Um labirinto de túneis e câmaras. Um prodígio arquitetónico conseguido pelos anões que cavaram o seu palácio por debaixo das montanhas nebulosas.
Este foi um reino fundado por Durin. Seus habitantes foram os antepassados do reino de Erebor, montanha que abrigou o Dragão Smaug por um tempo.
Khazad Dûm expandiu-se tanto, que acabaram desenterrando o produto da sua própria destruição, um antigo demónio, um Balrog.
Em ruina Moria tornou-se num ninho infestado por goblins e um tumulo para anões.
Foram precisos séculos para Moria voltar a resplandecer alguma da sua antiga glória e ver anões recuperarem algumas das suas riquezas. 



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

300: Rise of an Empire

A Guerra continua...
Terá o sacrifico dos 300 Espartanos sido em vão? Que espírito terão passado ao resto da Grécia para a guerra que se avizinha? Futilidade perante um colosso ou força contra uma avassaladora adversidade?
Apesar dos muitos mortos no estreito das Termópilas (nos portões quentes) o exército Persa ainda marcha com números a perder de vista.
Xerxes acredita ser um Deus, cabe aos gregos mostrar agora que os verdadeiros Deuses estão no Olimpo. 
É hora de Atenas mostrar que é a outra super-potencia do mundo grego. Aquilo que Esparta é em terra, Atenas é na água, marinheiros natos com seus barcos triremos.
O que vai ser? Morrer nos nossos pés, ou viver de joelhos?


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

No Natal existem milagres

O bom do Natal é que invés de andarmos atrás da fantasia, ela vem até nós.
Aprendemos quando crescemos que o Natal não são só prendas, que é mais do que família, é esperança para um melhor agora e um melhor futuro. O natal é um estado de espírito diferente, é um compromisso universal para a alegria. Quase me atrevo a dizer que o Natal é… mágico.
Escolhi o vídeo abaixo, porque retrata um dos momentos mais simbólicos de paz e de humanidade no meio do que foi um dos períodos mais violentos da nossa história.
Na 1ª guerra mundial, durante o Natal, soldados britânicos, franceses e alemãs largaram suas armas numa trégua não oficial. Muitos até se aventuram a sair das trincheiras e ir para a terra de ninguém onde cumprimentaram seus inimigos e até trocaram presentes.
Esta será sem dúvida a prova de que no Natal existem milagres. Não deve ser reduzido a ser só mais uma festa, nem muito menos a ser só mais uma altura do ano. 

Feliz Natal a todos!


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O Gigante e a "Menina"

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Igor era um gigante afável. Passou grande parte da sua existência no vale, mas ainda carregava consigo as correntes de uma vida que não queria lembrar.
Aventurava-se agora no extremo do reino, empurrado por um problema que não encontrava solução. Diziam existir lá um sábio, mas para além dos sons dos lúgubres pássaros que o mantinham alerta, não encontrou ninguém, bem… não encontrou quem imaginava.
Guiado por um cantar gracioso, surgiu-lhe uma menina muito curiosa e de olhos grandes. Aproximou-se cuidadosa da descomunal criatura e cumprimentou-lhe com um sorriso contagiante. Igor por seu lado com seus doces traços, rendia qualquer um até perder o receio perante seu considerável tamanho.
- Eu sinto-me só. – Começou a miúda a falar. – Sou pequena, passo facilmente despercebida e minha voz raramente se consegue fazer sobrepor ao mar de outras vozes.  
O gigante apesar de habituado ao carinho das pessoas do vale, foi surpreendido com aquele à-vontade invulgar. Seu desconforto pela floresta desapareceu. Igor de natureza simples, levou algum tempo até perceber que partilhavam o mesmo problema que o levava ali, solidão.
Explicou aos ouvidos que se tinham disposto a escutá-lo, a razão para estar ali. Queria encontrar uma resposta para a sua solidão, mais que isso, queria encontrar maneira de a curar.
A pequena ouviu-o atentamente de cara singela e acabou retorquindo:
- É fácil para um gigante se sentir só. Todas as outras vozes se tornam distantes e baixinhas, quase incompreensíveis. Pensamento nas nuvens e olhar sempre no horizonte. Consegue percorrer grandes distâncias, mas abranda o passo só para se fazer acompanhar. – Anuiu.
Antes de perceber como, a menina sorridente toca-o no ombro e sussurra-lhe:
- Da próxima vez que te sentires só, não penses em ti como este verme – apontou para um tronco caído – O seu mundo é populoso e pode ser acidentalmente pisado. – Sorriu.
Igor esforça-se para enxergar os insetos que lhe eram apontados, mas volta sua atenção ao seu redor, para perceber se ela tinha crescido ou ele encolhido, só que uma névoa cercava-os. 
- Prefiro então ser igual a todos só para não me sentir só. – Vozeirou o gigante.
- E porque quererias tal disparate? Como é que alguém repararia em ti se fosses igual a toda a gente? – Afagou-lhe a face. – Coragem para ti é medida de maneira diferente, porque o que para todos é um passo de gigante, para ti é só andar. És o primeiro a visitar-me em mais de cinco décadas. - Sorriu.
A expressão na cara de Igor mudou como se não totalmente convencido e quando veio a si, a menina tinha desaparecido com a névoa e viu-se cercado pelas mesmas aves que o mortificaram no inicio.
- Sê tu mesmo. Mais do que grande, és grandioso. – Ecoou uma voz grave pela floresta.

sábado, 30 de novembro de 2013

Westeros

Bem vindos a Westeros.
O mundo saído do imaginário de George R. R. Martin.
Um mundo que muitos põem na balança e dizem ser melhor que a obra-prima de Tolkien a Terra Média (Senhor dos Aneis). A luta entre o bem e o mal não é tão linear. Seus habitantes tomam decisões questionáveis frequentemente, apoiadas e divididas entre a sua lealdade para o reino, a honra da família e o seu interesse pessoal.
Existe magia nesse mundo, mas é uma magia subtil que até muitos entre o seu povo não acreditam existir.

Westeros outrora sete reinos independentes, é agora um único reino unificado. Uma terra difícil de viver, os perigos estão em todo o lado e muitas vezes disfarçados por detrás de um sorriso. 


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Hercules The Legend Begins

Preparem-se para voltar à Grécia antiga, mais propriamente à sua mitologia.
Lutaremos ombro a ombro com um dos heróis mais conhecidos de sempre, o semideus Hercules.
A mitologia grega é na minha opinião a maior fonte de inspiração para a fantasia, tão rica que é em criaturas e histórias cheias de maravilha.

Enredo: Quando um príncipe descobre a sua verdadeira identidade tem de escolher entre virar as costas ou abraçar ao seu destino de livrar o reino de um tirano.

(Estreia em  janeiro de 2014 nos EUA)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Vikings a série

Ainda sem data certa marcada para a segunda temporada, Vikings prometem voltar para 2014.
A série apesar de ser para todos, é de certeza ótima para quem gosta de história. Os detalhes para a realidade são impressionantes, desde tradições, religião, modos e lutas.
Esta é uma série que nos tira do conforto do nosso lar para os frios mares nórdicos e para o calor da batalha. 

Eis um pequeno clip/trailer da próxima temporada: 


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Comics a Nona Arte

Desapreciados como literatura e desapreciados como arte-visual. Injustamente a meu ver. Um bom comic consegue nos abstrair da realidade tão bem como qualquer bom livro ou filme.
Um bom comic tem de ter uma boa história complementada com ótimas imagens. Consegue fazer saltar emoção do papel.
Sem os comics desapareceria por exemplo um Homem Aranha da nossa cultura popular e com ele frases como: “Com grande poder vem grande responsabilidade”, empobrecendo a nossa mente.
Os comics são uma fonte de inspiração para a sétima arte (cinema) e muitas vezes um meio para florescer novos ramos de uma franshise como Star wars
Desafio alguém a ficar imune á qualidade destas imagens e não chamar isto arte, do comic, “Purga: Espada oculta”.
Enredo: Darth Vader é enviado para proteger uma fábrica importante para a construção de veículos imperiais. Enquanto luta com os nativos presente existir mais por detrás dos ataques. 


sábado, 23 de novembro de 2013

Estimulo para a vida

A busca da felicidade é o que nos impulsiona, mas essa é uma viagem cheia de obstáculos esmagadores.



quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O Reino Gélido

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Era uma sala do trono gélida de um frio quase insuportável.
Vinte e quatro homens permaneciam imóveis, só a névoa de cada exalação dava indício de ainda estarem vivos. Vinte e quatro nobres, alguns de berço, outros através das suas proezas, todos valorosos. Heróis dos vários recantos do reino.
A sala era ampla e circular com uma cúpula sustida por dez pilares altos, que deixava passar uma ténue luz azul. As paredes foram sendo gravadas por artesãos ao longo da linhagem real, com feitos heróicos, batalhas triunfantes, criaturas fabulosas, sigilos e até de histórias de amor. Não existia um único espaço a preencher. A Úrsula a rainha atual coube o trono talhado de uma única pedra, sitio onde permanecia agora sentada e estática. Ali a roda do tempo parou, houve uma rotura no reino e este congelou.
Vinte e quatro notáveis para escolher como rei e uma alma que não devia estar ali, um servo... ela escolheu-o a ele. Não era suposto ser visto através de tanto músculo e armadura cintilante, mas ela escolheu-o. Ela viu-o a ele, de zé-ninguém a homem e ele viu-a a ela, de rainha a mulher.
Úrsula era de uma beleza inigualável que nem mesmo os vícios incutidos pelo frio, como a pele esbranquiçada, os lábios roxos ou o cabelo húmido conseguiam disfarçar.
O reino precisava de uma união forte sob pena desta mesma maldição. O sentimento de Ursula deu ao servo um poder que não soube controlar, corrompeu-o.
Um vulto negro movia-se devagar por entre aquelas figuras tão nobres. Uma criatura que não pertencia nem a este nem ao outro mundo. A rainha levanta-se, atraída ao seu chamamento e degrau após degrau foi ao seu encontro. Era sempre assim, dia após dia e o ritual demorava apenas alguns minutos. No sopé do trono entregava-se e ambos eram consumidos.
O seu era um amor egoísta, tinham consciência disso, mas tinham-se tornado visíveis nem que fosse só um para outro e pela primeira vez desde à muito tempo, eram eles mesmos. 


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Neverland

“A segunda estrela à direita e então direto, até amanhecer”, existe um mundo que não se pode ignorar quando se fala em magia e fantasia, de seu nome Terra do Nunca.



Com diferentes significados para as diferentes gerações, Peter Pan é talvez a historia que mais diz a todas a idades. O não querer crescer quando crianças e a nostalgia depois de adultos. Agora que estou na segunda faze, faz cada vez mais sentido a frase: “só se é jovem uma vez, mas pode-se ser imaturo sempre”. É a recusa de nos rendermos à sisudez que é a vida.
Hook retrata mesmo isso. Mostra-nos a resposta para a pergunta, “E se Peter Pan tivesse crescido?”. Por não ser exatamente a história original, é que explora ainda mais o significado a diferentes idades.
Quando vi Hook no ano que saiu, tornou-se imediatamente um dos meus filmes preferidos. Hook tem assinatura do brilhante Steven Spielberg.
Enredo: Peter Pan a criança que se recusava a crescer, cresceu mesmo e agora precisa voltar à Terra do Nunca para mais uma aventura, desta vez para salvar os seus filhos.


sábado, 16 de novembro de 2013

Devil inside

“O homem é menos autêntico quando fala na sua própria pele, mas se lhe dermos uma máscara ele dirá a verdade.”

O blog ainda que de certa forma uma máscara, não é espessa o suficiente para eu confiar não ser tendencioso sobre mim mesmo, daí deixar-me ver pelos olhos dela:
“Personalidade forte com tendência a sentimentos de culpa por querer, por sentir, por desejar.
Revoltado por não conseguir, por não fazer, por não ser...
Exigente ao ponto de achar que só (ele) tens defeitos graves, pensamentos… maus?
Um “ demónio” obrigado a usar asas brancas, quando a sua vontade é rasgar roupa gritar com todas as suas forças, cuspir o fogo que tem dentro de si, explodir!!!! Nascer de novo.”



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Criação da Terra Antiga (Prefácio - parte 1; livro 1)

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Primeiro havia o Vazio, a escuridão profunda que se
propagava pelo infinito. O tempo mantinhase imóvel,
pois tudo permanecia igual, nenhuma luz, som ou odor invadia
aqueles limites, apenas o Nada tinha lugar, até o princípio do
Tudo começar.
Certa vez, na monotonia do Vazio, algo inesperado e
estranho aconteceu, um ruído, embora fraco, propagouse pelo
manto preto daquele domínio e o Nada deixou de ter sentido.
Uma mudança tinha sido feita e a evolução não podia ser travada.
Onda após onda, o som mantevese num ritmo constante e a roda
do tempo começou a girar a partir daquele momento, tomando
como referência apenas aquilo que conhecia.
Um milhar de batidas depois, uma forma nasceu. Assustado
e inexperiente, procurou refúgio, mas era escusado, pois só ele
existia. Desesperado, queria encontrar segurança e, seguindo o
seu instinto, deixou a energia fluir através do seu corpo e deuse
uma explosão. Embora amedrontado, sentiuse, ao mesmo
tempo, maravilhado. A beleza do que tinha criado não podia ser
negada. Cores que até então não existiam rodearamno e a luz
empurrou o negro para longe. Naquele momento, o calor que
o invadia fêlo sentirse protegido, foi assim que contemplou o
nascer da primeira estrela.
O tempo continuou num número de batidas tão imenso
que durou metade da vida da sua criação. Até então, o primeiro
ser nunca ousou sair de onde se sentia seguro, o receio do que
estava para além da luz, impediao de vaguear pelo infinito. Foi
assim durante a outra metade do tempo que restava à estrela.
A luz foise, o frio voltou e a sua protecção foi consumida pela
escuridão.
A dor pela perda da sua única companhia foi avassaladora,
mas não maior do que a raiva que se gerou dentro dele, servindo
como condutora para uma segunda explosão de energia. Ao
princípio, não pareceu acontecer nada, para além de um forte

terça-feira, 12 de novembro de 2013

sábado, 9 de novembro de 2013

Masters of the Universe

Adoro este tipo de filmes, onde existe um choque entre a realidade e a fantasia.


Quando se fala em fantasia, Masters of the universe não é propriamente o filme que vem á cabeça. Talvez nem fosse no tempo em que se estreou, mas para mim quando criança que tinha como ponto alto do dia ver a animação He-Man the masters of the universe, este filme era sinonimo felicidade.
 Sim, para ver Masters agora, é preciso dar um desconto aos seus efeitos especiais, no entanto atuações como a de Meg Foster como Evil Lyn e especialmente a de Frank Langella como Skeletor (para mim um dos melhores vilões de sempre) são admiráveis sob qualquer padrão.

Enredo: A luta distante no universo do bem contra o mal, é trazida à Terra numa aventura repleta de ação e algum humor.



sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Expectativas

(...)Criar expectativas é uma forma de sonhar. E quem pode dizer que sonhar é mau?(...)


Criar expectativas leva inevitavelmente a desilusões. Na verdade, ás vezes parece que só levam a isso. De mão dada com a desilusão andam o sofrimento e a tristeza.
Criar expectativas deixa-nos vulneráveis a fatores externos que nos fogem do controle. Tornamo-nos dependentes de pessoas e acontecimentos pr nos sentir realizados ou mesmo felizes. Caímos numa ratoeira. Quando é que os outros nos desiludem? Quando sentimos que naquela situação e no seu lugar agiríamos de maneira diferente connosco. Não admira que pensemos assim, vai de encontro com a nossa vontade.
Onde raio está o bom de criar expectativas?!
Talvez exista uma pequena janela. Criar expectativas é uma forma de sonhar. E quem pode dizer que sonhar é mau? Ser invadidos por aquela sensação boa de quando acreditamos é possível. Devemos parar de tentar sempre que existir risco? Saboreia-se melhor o sucesso quanto maior a adversidade. Mas isso já é tal vez fugir do tema, “Sonhar sim, criar expectativas… nem sempre”.
É preciso ter a maturidade suficiente para saber o que esperar de quem ou do quê, e um domínio de si mesmo para não deixar que nenhum mal nos afete de fora para dentro.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Sin city

Um mundo onde nos perdemos e não queremos ser mais encontrados.

Sin city é sem dúvida um dos meus filmes preferidos. O seu visual único é o mais parecido com um comics que já vi passar pelo grande ecrã.


Sin city vem da banda desenhada. Criado pelo lendário Frank Miller, autor da aclamada obra da nova arte, “o cavaleiro das trevas ressurge” que é só talvez a melhor das histórias do homem morcego, como também uma das melhores da banda desenhada em geral. Miller criou também a BD “300” que originou o muito conhecido filme.
Nesta fita existe não um, não dois, mas três realizadores. Quentin Tarantino que admiro muito, Robert Rodriguez que ganhou minha atenção com este filme e o próprio Frank Miller.
Enredo: Aqui somos transportados para o mundo sujo do crime, onde heróis têm virtudes questionáveis e seguem um código de vingança que sobrepõe a justiça. Os vilões para subjugar isso, são completamente desprezíveis. O filme parte-se em três histórias, cada uma melhor que a outra.
O resultado é um mundo onde nos perdemos e não queremos ser mais encontrados.

domingo, 3 de novembro de 2013

Ainda quero brinquedos

O que faz um homem adulto ainda querer brinquedos?


Brincar! Não é óbvio?
Mas não da maneira como se pensa. Ativa-nos a imaginação. É a lembrança de quem uma vez fomos e de quem não queremos deixar de ser. São âncoras no tempo, expomo-los para que nos roube do presente (nem que seja por segundos) e nos largue num momento no tempo onde um dia fomos felizes.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Mad Men

Nada grita mais realidade, que a série de tv Mad Men.

Porquê a colocar aqui então? Mad Men é sobre as máscaras que colocamos para a sociedade, o nosso verdadeiro eu mascarado. É sobre desejos reprimidos, pensamentos mudos e as fantasias que a publicidade nos vende.
Mad Men é um grito de desespero, não... é um grito de socorro para a fantasia.



sábado, 26 de outubro de 2013

O eterno aprendiz do domínio de si mesmo

Alguns regem-se pelas suas emoções enquanto outros pela sua mente. Pode-se discutir que uma é melhor que a outra, mas a vida tem a sua própria maneira de equilibrar as coisas. Não há caminho certo ou errado, nenhum dos dois nos livram da dor e nenhum é imune á felicidade.
Ser ponderado é não sentir? Claro que não.
Ser impulsivo é agir irrefletidamente? Por vezes sim... mas há sempre uma razão por detrás de cada ato.
O meio termo então, como alguém uma vez me disse. É no domínio de si mesmo que se encontra melhor, e se preserva a felicidade por maior tempo.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Once Upon a Time

Agora já não dependemos só dos filmes para esquecer o mundo



As séries cada vez mais estão com melhores produções, melhores conteúdos, enredos muito inteligentes e bem trabalhados. Once Upon a Time é um exemplo disso.
História de encantar, mas com um twist para adultos. Não que tenha conteúdo maiores de 18 anos, mas porque aqui vemos as histórias de encantar que conhecemos sem aquele final feliz (ou pelo menos por enquanto). Em Once Upon a Time as personagens são falíveis tal como na realidade, existe uma dualidade entre o bem e o mal, mas é essencialmente uma dualidade interior. Temos heróis com um passado discutível e vilões impossíveis de não gostar.  
Once Upon a Time, dá-nos histórias como Capucnhinho Vermelho, Branca de neve, Pinóquio, entre outras, mas com um toque moderno. Acrescenta algo de novo e torna-as todas interligadas.

Enredo: 

Uma poderosa e terrível maldição atira as personagens dos contos de fadas para o mundo real, onde se esquecem de quem são.
Nota curiosa: Existe uma fala na série, “Vamos para um lugar onde não existem finais felizes”, referindo-se ao nosso mundo. Até a rainha malvada diz que serão lançados para um lugar horrível.
É por isso que esta série é tão encantadora. Faz-nos sair do nosso mundo e entrar no deles, no mundo da fantasia. 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Desespero de grito silencioso

Desceu à Terra quando ouviu aquelas palavras: “Põe o lixo na rua, lava o carro e corta a relva”.
Quando é que a vida se tornou tão insignificante?
Olha-se ao espelho, sabia que o seu Eu estava ali algures, por detrás de olhos opacos.
Água fria num rosto com expressões severas não lhe tirava daquele transe.
Olhava derrotado enquanto outros andavam uniformes sobre linhas retas. Robots sob um programa que aceitaram livremente.
Valia-lhe o facto de ainda conseguir ver magia no quotidiano, mas por quando tempo?
O seu era um desespero de um grito silencioso.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Espírito jovial

O meu espírito jovial muitas vezes desapreciado é que me faz sorrir quando não existem razões para tal.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Star Wars visto por um fã.


Nenhum filme me marcou mais do que a Guerra das Estrelas… bem, O Senhor dos Anéis talvez chegou perto.
Em adolescente eu tinha um ritual, via a trilogia original de seis em seis meses. Agora contenho-me com receio de me vir a fartar.
Naquele tempo, Guerra das Estrelas era o pico de uma história bem contada. O seu visual tão realista que quase lhe sentíamos o cheiro. Star Wars não era um filme, era real!
Alguns não percebem isso ao ver os filmes agora, mas Star Wars mudou a indústria cinematográfica para melhor. Foi um salto de gigante, um marco no cinema naquele ano de 77. Nada até então podia se comparar aos seus efeitos especiais. Encurtou a distancia para os filmes que vemos hoje em dia. Nenhum filme tinha sequer chegado perto da sua receita de bilheteira e continuam (todos) até hoje a ser dos filmes mais vistos de sempre.
É um dos maiores franchises do cinema, sendo vendido por um bilião de dólares à Disney, que actualmente está a criar novos filmes.
Aquela galáxia longínqua é o lar de algumas das personagens mais adoradas do cinema, como o sábio mestre Yoda ou os droids R2-D2 e C3PO e pelo que é provavelmente o melhor vilão de todos os tempos, Darth Vader.
O impacto na cultura pop não pode ser negado. Todos os dias ouvem-se citações dos filmes, são feitas referencias. Uma galáxia querida por milhões de fãs dispersos pelos quatro cantos do mundo. Existe um pouco de Star Wars para todos. O universo expandiu-se, com livros, banda desenhada, animação, jogos para consolas, brinquedos, etc. Atualmente existem pessoas que adotaram nos filmes um significado tão profundo que até seguem as religiões dos Jedi e Sith.
Desde que o primeiro filme saiu que se conquistam novos fãs em todas as gerações. A força, não pode ser negada nem mesmo por aqueles que lhe torcem o nariz.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Falsos valores morais

Algumas pessoas têm uma percepção tão distinta do bem e do mal, que lhes permite ver através dos seus erros para criticar os dos outros.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A rainha da mitologia

Fenix, o mais belo de todos os seres fabulosos. A ave de fogo que renasce das suas próprias cinzas, um dos seres mitológicos de maior poder e dos quais guardo maior fascínio. Se o Dragão é o rei, a Fenix tem de ser a rainha da mitologia.
O mito da Fenix simboliza a esperança e o recomeço depois da adversidade.
Às vezes é preciso tudo correr mal antes de correr tudo bem.

domingo, 13 de outubro de 2013

Lua Minha

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Numa terra longínqua, bem para norte, onde os dias são curtos e as noites demoradas, existia uma floresta densa, cheia de mistério, que muitos acreditavam encantada. A alguns anos atrás, naquele mesmo lugar, não havia nada mais que uma simples planície cortada por um rio, onde o arvoredo era escasso e esporádico pelas suas margens. Agora a planície dava lugar a este imponente labirinto.
Esta floresta era composta, tanto, por árvores nativas, como exóticas. A uniformidade da madeira demarcava-a, claramente, de todas as outras florestas, debaixo dos desígnios aleatórios da natureza. Era um habitat de muitas espécies que, ou se adaptaram à mudança drástica do ambiente, ou foram atraídas ao que lhes pareceu o lar ideal. De qualquer forma, depois de lá dentro, era-lhes impossível sair, enclausurados numa área que lhes parecia infinita. 
O clima era agreste. Com as manhas vinha a bruma, já as tardes eram empurradas por um vento que revelava o enigma por detrás da neblina. As noites eram o contraste, com uma quietude bem-vinda. Era na noite, que a floresta atingia o expoente da sua beleza, era nela, que Ele se sentia confortável, diziam todos.
Entre os animais, subsistia uma lenda. Acreditavam que aquele lugar tinha sido plantado por um único ser, ao qual chamavam de, Jardineiro. Isso nunca foi testado claro… até agora. Três representantes, três animais escolhidos, para descobrir a verdade, um urso, um pavão e uma coruja.
Dizia-se que o Jardineiro vivia no centro da floresta e, foi para lá que a demanda os levou.
Depois de várias provações, tempestades, cheias, fome e doença, suas persistências prevaleceram e, atingiram o seu destino. O que os esperava deixou-os atónicos, deram consigo numa clareia, óbvia raridade naquele arvoredo cerrado. A luz, pálida, que os envolveu, era-lhes estranha, desenhava-lhes sorrisos  e, quase lhes serviu de prova para uma magia superior. Haviam dois rochedos que germinavam do solo e um lago no centro da clareira. A erva estava húmida, inclinada pela pequena depressão, daí o lago.
O pavão, embora maravilhado, fascinou-se como a luz lhe realçava a plumagem.
A coruja pensou, na sorte daquele lugar o ter ali, de como só um dos seus poemas poder fazer juízo à sua beleza.
E o urso, bem o urso, ficou a contemplar a clareira, nunca tinha visto uma antes, nem sabia descrever uma até aquele momento, aliás, acho que não o saberia fazer mesmo depois de estar numa.
No topo de uma das pedras, viram uma criaturinha, que oferecia seus pensamentos à água.
Os três animais entreolharam-se. Não podia ser ele o, magnifico, Jardineiro. O pavão viu uma criatura de uma fealdade comum, ou nem isso. A coruja, um ser como todos os outros, intelectualmente inferior. E para o urso, o animal à sua frente, pareceu-lhe demasiado frágil e débil para ser o criador de tudo. Aguardaram então.
A noite passou, os sonhos foram bons, mas se há algo que aprenderam nesta viagem longa é que, nada é dado que não vá voando. Os animais que não estavam habituados à luz do sol, sem a proteção das árvores, acordaram com os primeiros raios.
Refrescaram-se no lago e esperaram mas, o dia não troce melhores respostas que a noite e, embora bonito, a “magia” do lugar parecia ter desaparecido. Frustração instalava-se. "Que faziam ali?", questionavam-se os três. Só porque não encontraram o que queriam, não quer dizer que não tenham encontrado a verdade.
A lembrança do lar puxava-os para uma decisão, que, os animais fatigados não puderam resistir. Até a criaturinha havia desaparecido. Optaram por regressar a casa.
Ao embrenharem-se finalmente na floresta, questionavam-se, agora que sozinhos, livres do bom senso que os impediu, quando na companhia do alvo que queriam criticar: "Que espécie de animal seria aquele?"
Estranho comportamento tinha. Irritadiço quando apareceram, demasiado fixado no lago, que até a eles lhes contagiou, e de manhã, longe de ser encontrado.
Pareceu-lhes o único verdadeiro mistério a resolver, depois de tamanha demanda.
O pavão arriscou tratar-se de um roedor, por causa dos seus dentes, arrepiou-se.
A coruja lambeu-se, com tal menção. Já não tinha uma refeição decente há três dias. Sentiu saudade do seu território, abundante em comida, saudades da caça. Nasceu-lhe um brilho no olhar. Contrapôs, esboçando um sorriso, janela indecifrável para um novelo de pensamentos. Embora pudesse apostar ser um primata, não pode deixar de troçar, e dizer, tratar-se de um jumento. Riram todos.
Ao urso pareceu-lhe um coiote, pois nem porte de lobo tinha. Espécie irritante, que vivia á custa dos predadores de grande porte roubando-lhes a comida.
Fosse o que fosse, os animais não conseguiram chegar a uma conclusão definitiva. A criatura na clareira, era demasiado diferente aos olhos de cada um. Pois cada um, demasiado confiante nos seus atributos, via, com arrogância, o oposto de si naquela criatura.
Longe já ia o trio, quando, a clareira acolheu novamente o seu residente. A noite voltou, e o ser concentrou-se no céu, não no lago, que só refletia a verdadeira peça de sua admiração.
- De dia prefiro as sombras e de noite sinto-me confortável. O meu é um caminho solitário, mas tu o iluminas. Escondes-te por detrás das nuvens, e sinto-me perdido, sustenho a respiração até reapareceres. Plantei toda esta floresta, este chapéu, para que mais ninguém te pudesse contemplar, lua minha. Se ao menos conseguisse, também, soprar cada nuvem que cruelmente te esconde de mim.  – Declarou-se o homem ao foco da sua paixão.